sábado, 30 de julho de 2011

ESSA TÃO SONHADA FELICIDADE...

Fonte: Imagem colhida na Internet em 30/07/2011, às 22h45min

Um dos temas mais importantes de toda a história da humanidade é a Felicidade. Ninguém ousou dizer ser o dono da verdade sobre uma definição precisa, pois mesmo os grandes gênios da Filosofia sabiam da dificuldade em definir essa tão procurada felicidade. Por isso é bom caminhar na trilha de alguns sábios para que se possa revelar seus pensamentos e certezas acerca de tal definição.

Desde os primórdios da Filosofia, a natureza foi o referencial para as explicações da humanidade. E, de certa forma, a única verdade para aqueles que viveram esse tempo é a esperança de encontrar nos preceitos filosóficos um caminho para se buscar a felicidade. E, embora esses sábios não dominassem os mistérios da natureza, buscavam, nos fenômenos naturais, uma resposta para suas inquietações interiores.

A Filosofia, enquanto ciência, é a técnica da vida. E técnica é fazer algo que a pessoa já fazia com menos esforço e mais qualidade. A Filosofia existe para que as pessoas possam viver melhor, sofrer menos e lidar mais serenamente com as adversidades. A missão essencial da Filosofia é tornar viável a busca da felicidade.

Dessa forma, todos os grandes pensadores sublinharam esse ponto. A Filosofia que não é útil na vida prática pode ser jogada no lixo. Alguém definiu os filósofos como os amigos eternos da humanidade. Nas noites frias e escuras que enfrentamos, no correr dos longos dias, eles podem iluminar e aquecer. A Filosofia apóia e consola. "O ofício da filosofia é serenar as tempestades da alma", escreveu o sábio francês Montaigne (1533-1592). Numa outra definição magistral, Montaigne definiu a Filosofia como a "ciência de viver bem".

Segundo leituras empreendidas, para Sócrates o "conhece-te a ti mesmo" é a chave para a conquista da felicidade. Para Platão a noção de felicidade é relativa à situação do ser humano no mundo, e aos deveres que aqui lhe cabem. Para Aristóteles a felicidade é mais acessível ao sábio que mais facilmente basta a si mesmo, mas é aquilo que, na realidade, devem tender todos os seres humanos das cidades, vilas, povoados.

Avista-se, então, independente do pensamento socrático, platônico ou aristotélico, a felicidade, embora possível e fonte de busca incansável, não pode ser encarada como realização final da existência, ou seja, a última azeitona da empada, pois, se for assim, não encontrá-la significa ficar com fome. E fome é algo muito ruim.

Para Aristóteles, a felicidade é relatada como sendo um bem supremo tanto para os vulgos quanto para os homens de cultura superior, considerando-a como o bem viver e o bem agir. Outros identificam a felicidade com o bem e com o prazer e, por isso, amam a vida agradável.

Para a modernidade, felicidade seria um estado afetivo ou emocional de sentir-se bem ou sentir prazer. Para Aristóteles, ter felicidade ou ser feliz é usar a razão como propriedade e fazer de tal modo que isso se torne uma virtude. Segundo o filósofo, a felicidade é o bem mais nobre e mais desejável entre os homens, chegando a identificá-la como "uma atividade da alma em consonância com a virtude."

De outro lado, para alguns, a felicidade é pautada na existência de outra pessoa em sua vida. Aí, então, a felicidade fica muito complexa e difícil para alcançar. Colocar os sonhos/realizações/desejos nos ombros de outro ser, não só castiga quem recebe essa incumbência, como escraviza quem faz isso. A busca pela felicidade, embora possa ser feita em conjunto, trás uma realização pessoal. Se é para ser feliz, é preciso ser por conta própria. Do contrário, não se é feliz nunca.

Então, compreender realmente o que seja felicidade para um indivíduo é, de certa forma, ver nas atitudes humanas, ora na sua cultura, ora em seus pensamentos, a sua necessidade, ou seja, aquilo que realmente se precisa para ser feliz. Muitas são as respostas de como se chegar à felicidade. Albert Einstein, por exemplo, disse certa vez: "se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem as coisas", pois sabia que as paixões destroem a liberdade do ser e o apego as coisas desvirtualiza uma pessoa.

Também, já foi dito que a felicidade é algo bastante relativo, pois depende, incondicionalmente, da visão de necessidade de cada indivíduo, ou seja, a felicidade, para um capitalista, é acumular riquezas; já para um socialista-comunista, reparti-la; para um estudante, a felicidade seria construir conhecimento; para um analfabeto, saber ler e escrever; para um colecionador, completar a sua coleção; já para um amador iniciante, ter a primeira peça e assim por diante. Nessa linha de raciocínio, infere-se que o ser humano entendia e entende a Felicidade como a satisfação do "Eu-querer".

À luz dos dicionários a Felicidade “é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento. Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. “Que denota ou em que há alegria, satisfação, contentamento”.

Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela Filosofia, pelas religiões ou pela Psicologia. E a resposta mais concreta a essa pergunta “ O quê é a felicidade?”, pode ser assim dada: A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior.

Contudo, toda essa definição do que seja felicidade não está completa. Isso porque a felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de se viver 100% feliz. A busca é por mais momentos e sensação de felicidade. Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a cada pessoa criar a sua receita e escrever o seu manual do que é a SUA sensação de felicidade.

DICAS DE GRAMÁTICA

O JOGO ACONTECERÁ NO ARENA DA FLORESTA ou O JOGO ACONTECERÁ NA ARENA DA FLORESTA, PROFESSORA?

- Arena da Floresta é o nome de um estádio de futebol. Estádio, sendo palavra masculina, diz-se, então: O jogo acontecerá no Arena da Floresta, ou seja no Estádio Arena da Floresta.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

QUANDO UM AMOR VAI EMBORA

Fonte: Imagem colhida na Internet em 27/07/2011, às 21h43min

Quando o amor decide partir

Geralmente ele não consegue fingir

Ele segue sem olhar para o lado

Não deixa nenhum recado

E sai pelo mundo angustiado.

Quando ele descobre que chegou o momento

Não se apega a nenhum lamento

Esquece as memórias e histórias.

Não há nada que consiga prendê-lo

Nenhuma lembrança é capaz de detê-lo

Nada que o faça resistir e ficar.

Quando acontece de o amor acabar

Ele não avisa se um dia vai voltar

Tão pouco confidencia se vai renascer

Quando ele termina faz a gente sofrer.

Quando o amor escorrega por entre os dedos

Como mistério e com muitos medos

Ele não escuta os soluços, os apelos

Isso é sinal que ele se atropelou

Se rompeu, se partiu, se quebrou.

Então, quando o amor vai embora

Deixa uma ferida sangrando no peito

E uma esperança de ser um dia refeito.

Mas quando o amor foge para lugares distantes

Ele se perde em momentos intrigantes

Entre palavras e frases decepcionantes

Dando sinal que ele ficou fraco

Frágil, rasgado em farrapo.

Amor verdadeiro possui qualidade

Equilíbrio e quantidade

Tem muita sinceridade

É passivo nos estragos, mas com consertos

Pode esmorecer, mas sabe sobreviver.

Quando o amor vai embora

Ele parte com o peso dos ombros

É capaz de mover e remover os escombros

Sabe que chegou sua hora.

Quando o amor vai embora

Alguma cicatriz ele deixou

Algum arrependimento ficou

Sinal de tormenta restou

Assim como a dor

E soluços de lamento.

Mas aí vem o tempo

Grande amigo e companheiro

E faz parecer que nada foi verdadeiro

Cada segundo, cada hora e dia

O tempo segue e passa

Cada ano que se vai

Carrega consigo as lembranças

Leva na mala a tristeza, a desconfiança

Faz nascer nova esperança

Quando tropeça em outro amor

Esquece que viveu intensa dor.

Quando um amor vai embora

Significa que chegou a hora

De esquecer e apagar o passado

Olhar para o lado da vida que vai recomeçar

E um novo amor encontrar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

EDUCAÇÃO NO BRASIL: TRAGÉDIA OU DESAFIO?

Fonte: Imagem colhida na Internet em 20/07/2011, às 22h09min

A educação para o bem-estar de uma nação é a chave de ouro. No Brasil, embora a educação tenha mudado nas últimas décadas, ainda está longe de ser satisfatória. Há planos, projetos e discursos, mas pouca praticidade. É um país que ilude alunos, professores, enfim, engana o povo brasileiro quando não respeita educadores, paga-lhes um salário de fome e oferta aos estudantes um ensino de má qualidade. Com isso, o país fica estagnado, com elevado índice de violência e desemprego.

O Brasil se atrasou, historicamente, em relação a outros países que haviam feito seu dever de casa há muito tempo - como os EUA - ou se dedicaram intensamente à educação nas últimas décadas - com destaque para alguns países asiáticos. Estudos apontam que no começo da década o número médio de escolaridade da população economicamente ativa dos países de língua inglesa, por exemplo, com destaque para os EUA, era o dobro em relação ao Brasil.

Há, no mundo, outros exemplos de países que venceram o atraso, a derrocada, com a implantação segura de eficiente política educacional. Um exemplo é a China, antes considerada uma das nações mais atrasadas do mundo, com imensa população e o ensino de baixa qualidade, o país sofria um caos. Hoje, entre os 65 participantes do Pisa (exame internacional de avaliação de alunos de 15 anos de idade), a China alcançou o primeiro lugar com 556 pontos, nos testes de conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Isso não é milagre, mas um esforço consciente de um país que deseja avançar no mundo, em termos de desenvolvimento e qualidade de vida.

O Brasil, nessa mesma pesquisa, aparece em 53º lugar entre os 65 participantes, atrás de países como Chile, Colômbia e Trinidad e Tobago. Isso representa, no cenário nacional, para os governantes, uma tragédia ou um desafio? Sabe-se que crescendo devagar, sem política sólida no campo educacional, será difícil chegar perto das nações mais desenvolvidas. É urgente priorizar a educação.

Então, o Brasil precisa avançar. E o avanço depende, também, do aumento dos   recursos para a área e da boa gestão das verbas. Até 2014, uma meta possível é a ampliação do investimento para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil investe na educação básica cerca de US$ 1.500 por aluno/ano. Países vizinhos como Chile e México, investem US$ 2 mil; já a Comunidade Europeia, US$ 6 mil. A gestão da educação, que vai do secretário de Estado aos profissionais das instituições de ensino, precisa ser aprimorada.

Recentemente, pesquisa realizada pela Consultoria Mc Kinsey & Company, que assessora empresas e governos, concluiu que todos os países, ricos ou pobres, localizados em qualquer canto do mundo, podem conquistar uma educação de excelência. Para tanto, eficientes políticas devem ser adotadas, em prol do crescimento e desenvolvimento nacional.

A história do Brasil tem sido demarcada pela injustiça social e pela concentração de renda, fatores que distanciam a maioria da população do acesso à educação básica e superior e, portanto, levam à desvantagem na busca do emprego e de condições melhores de vida, elementos básicos para o exercício da cidadania. Agora, é preciso dizer se o país deseja continuar patinando com o baixíssimo nível educacional ou se decide a ingressar de vez na economia do conhecimento que se desenha há séculos e da qual optou ficar fora.

Para se tornar uma sociedade avançada é fundamental garantir recursos orçamentários e financeiros crescentes para a educação, bem como manter e ampliar as políticas de universalização da educação básica, com programas como o Piso Salarial Nacional digno para os profissionais da esfera pública que nela trabalham. Inconcebível um país pagar mal a seus professores.

De igual modo é preciso incentivar e consolidar o ensino profissional, aumentando significativamente a oferta de técnicos e tecnólogos, assim como manter e ampliar as políticas de incentivo às universidades públicas, centros de pesquisa e de produção de conhecimento. Para isso, é imperativo expandir as redes dessas instituições, garantindo-se a democratização do acesso, a melhoria das condições de permanência dos estudantes e a assistência estudantil.
Nesse contexto, é essencial valorizar os professores e técnico-administrativos que trabalham na educação, devidamente qualificados e, no caso de instituições públicas, contratados por concurso público.

No Brasil, as soluções caseiras ou de pouca densidade não irão modificar o melancólico quadro educacional. Convém à nação brasileira se espelhar nas soluções encontradas pelos países que se encontram à frente. Seguramente os exemplos darão novo direcionamento à educação, com políticas capazes de elevar o nível educacional da população. Crescer é preciso. Educar, uma prioridade.

Assim, espera-se que o novo Plano Nacional de Educação 2011-2020, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), em dezembro passado, agora em avaliação no Congresso, possa ser mais efetivo do que o anterior, que teve apenas um terço de suas metas cumpridas, promovendo, assim, uma aceleração no enfrentamento dos atuais desafios.

Por fim, entende-se ser imprescindível que os recursos para a educação não sejam submetidos a restrições, cortes ou contingenciamentos, ao sabor da conjuntura e de eventuais desequilíbrios tributários decorrentes da apropriação crescente da renda nacional por interesses particulares. É, portanto, dever do Governo e do Congresso Nacional garantir os recursos necessários à educação. Conclama-se, por meio desse artigo, toda a sociedade a se engajar nesta luta importante para o país. EDUCAÇÃO É PRIORIDADE Nº 1.

DICAS DE GRAMÁTICA

ESCREVE-SE JUNTO OU SEPARADAMENTE?

A BAIXO = Em oposição a alto. Ex.: Olhei-a de alto a baixo.

ABAIXO = Nos demais casos. Ex.: Procure abaixo. A casa veio abaixo.

A CIMA = Em oposição a baixo. Ex.: Olhei-a de baixo a cima.

ACIMA = Nos demais casos. Ex.: Não há nada acima dele.

AFIM = Igual, semelhante. Ex.: Temos estilos afins.

A FIM DE = para. Ex.: Saiu a fim de divertir-se.

À-TOA * = insignificante; vil; fácil. Ex.: Um homem à-toa, com uma vida à-toa.

(a toa).

À TOA = ao acaso; em vão. Ex.: Brigo à toa. Espera à toa.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CAMINHANTE DA VIDA

Caminhei pelo mundo,
Andei, naveguei, mergulhei,
Mais tarde aqui despertei
Não sei, não lembro aonde cheguei…
Só sei que caminhei à procura
De alguém, um lugar seguro,
Um coração valente, maduro…
Perambulei pelas incertezas da vida,
Vivi um dia a cada instante,
Um instante a cada dia...
No viver do passado que sorria,
Muitas noites perdi,
Em meio aos amores sofri,
Por paixões, encantos e ternuras…
Vi o rosto amado pelas ruas
Que ainda não esqueci...
Por muitos lugares naveguei,
Vivi outras paixões e pereci…
Mas nada adiantou
Deleitar em outros braços
As noites foram pueris,
Sonhei por onde passei...
Em lugar algum te achei,
Sempre tudo foi comum
Os dias quietos, sombrios,
As noites desertas, frias,
Não te encontrei em lugar algum...
Vou dormir sem a poesia dos cantos,
Encantos viris,
Sonhar no porvir,
Dias de outono que hão de vir,
O tempo que vivo sem ti...

sábado, 2 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE EDUCAR

 

F

Fonte: Imagem colhida na Internet em 02/07/2011 – Autoria desconhecida

Verdade incontestável é a sociedade moderna viver uma crise, sem precedentes, de valores éticos e morais. E o fato de uma professora fazer essa constatação, não surpreende, considerando ser na escola, maior parte das vezes, que essa crise torna-se muito evidente. Há um distanciamento entre escola, famílias, sociedade, quando são setores que devem caminhar de mãos entrelaçadas.

Nunca a escola discutiu tanto, quanto hoje, temas como violência, falta de limites, desrespeito, desmotivação, ausência de apoio familiar, desinteresse dos alunos, violência escolar. Também nunca se viu tantos professores cansados, estressados, desmotivados, doentes física e mentalmente como agora. Nunca os sentimentos de impotência e frustração estiveram tão marcantemente presentes na vida escolar como estão nos dias atuais.

O sistema educacional brasileiro, massificado, nas últimas décadas, não dispõe de capacidade de reação para atender às demandas dos alunos. Uma pequena reivindicação leva meses, anos, onde esforços e energias são despendidos para nada. O sistema gestor do país não tem respostas rápidas aos gritos das redes de ensino. Tudo leva grande tempo para acontecer. Não há urgência!

Nas escolas, os professores, em grau de desespero, procuram encontrar formas para superar dificuldades, controlar conflitos e ministrar conteúdos. Desse jeito, se o Governo insiste em burocratizar a política educacional os professores não conseguirão ensinar e, menos ainda, educar os jovens. Isso porque a escola vem assumindo, também, o papel da família cada vez mais ausente. E os conflitos são de toda ordem, desde a violência, a fome, a insegurança, a miséria, a desestrutura familiar, problemas de habitação, saúde, lazer, ausência de valores éticos, morais, religiosos.

Nesse cenário, grande questão se impõe: Até quando a escola vai continuar assumindo, isoladamente, a responsabilidade de educar? A resposta está repleta de reflexões sobre o papel da escola, dos professores, do Governo, da sociedade, das famílias e o mundo complexo dos alunos.

Na atual sociedade observam-se mudanças significativas na forma como as famílias se encontram estruturadas. Aquela família tradicional já não existe. Atualmente, existem famílias dentro de outras famílias. Com as separações e os novos casamentos, aquele núcleo familiar tradicional cedeu lugar às diferentes famílias vivendo sob o mesmo teto. Esses contextos familiares geram uma sensação de insegurança e até mesmo de abandono, pois a idéia de pai e mãe cuidadores, cede lugar para diferentes pais e mães “gerenciadores” de filhos que nem sempre são seus.

Depois, a sociedade exige que pais e mães assumam posições cada vez mais competitivas no mercado de trabalho, enquanto antigamente as funções exercidas, dentro da família, eram bem definidas. Pai e mãe, além de assumirem diferentes papéis, conforme as circunstâncias, passam os dias fora de casa para suas atividades profissionais. Sabem-se de crianças e adolescentes que ficam aos cuidados de parentes, ou pessoas estranhas. Maior parte das vezes, as crianças ficam sozinhas, entretidas na rua, em casa diante da TV ou plugadas na Internet. Esses jovens escolhem o jeito próprio de viver. Não há quem os oriente, afinal eles ficam abandonados e muitos só vêm os pais à noite. Natural surgir os conflitos.

Esses conflitos acabam agravando-se quando a escola tenta intervir. E, muitos pais, por trabalharem fora, ou não serem “verdadeiros pais”, delegam responsabilidades à escola. Contudo não aceitam quando essa mesma escola exerce o papel que deveria ser deles. Ou seja, os pais que não têm condições emocionais farão de tudo para encontrar argumentos e pinçar fatos, a fim de imputar aos professores, à escola, o fracasso do filho. Fica uma situação descontrolada. Nem a escola controla a criança e nem os pais.

É importante compreender que, apesar de todas as situações aqui expostas, o objetivo não é condenar ou julgar. Verifica-se, apenas, que ao longo dos anos, gradativamente, a família, por força das circunstâncias de vida, tem transferido para a escola a tarefa de formar e educar seus filhos. Entretanto, essa situação não mais se sustenta. É preciso trazer, o mais rápido possível, a família para dentro da escola. É preciso que ela passe a colaborar de forma mais efetiva com o processo de educar. É preciso, portanto, compartilhar responsabilidades e não transferi-las.

Nesse contexto, a família deve ser o espaço indispensável para garantir a sobrevivência e a proteção integral dos filhos, independentemente do arranjo familiar que tenha sido feito: pai, padrasto, mãe, madrasta, pai separado, mãe separada. Enfim, os filhos devem ser amparados, protegidos e educados para a cidadania.

Para finalizar, apontam-se algumas estratégias que se não trazem soluções definitivas, podem apontar caminhos para futuras reflexões. Antes de tudo é preciso compreender que quando houver parceria entre escola, família, governos, alunos, professores, muitos dos conflitos serão, gradativamente, superados. No entanto, para que isso possa ocorrer é necessário que a família participe da vida escolar de seus filhos. Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou quando a situação já estiver fora de controle. O comparecimento e o envolvimento devem ser permanentes e, acima de tudo, construtivos, para que a criança e o jovem possam se sentir amparados, acolhidos, protegidos, amados.

DICAS DE GRAMÁTICA

CHEGOU EM RIO BRANCO ou CHEGOU A RIO BRANCO?

- Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a Rio Branco. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O QUÊ É VENCER NA VIDA?

Uma pessoa que chega à casa dos 60 anos, que viajou pelo mundo, veio de família numerosa e pobre, superou e venceu desafios, conhece um pouco mais da vida que outras que não trilharam o mesmo caminho. Há gente de todo tipo: pessoas audaciosas, batalhadores, lutadoras; pessoas medrosas, covardes, inseguras; pessoas acomodadas, aproveitadoras; pessoas sonhadoras, que correm e lutam pelos sonhos; pessoas falsas, fingidoras consigo e com os outros; pessoas leais, determinadas, vencedoras. Enfim, há uma multiplicidade de naturezas humanas, algumas que convivem em harmonia com o mundo; outras que atrapalham a vida de muitas pessoas porque são incapazes de cuidar da própria vida; há gentes a esmagar outras.

A dificuldade do viver reside no fato de compreender cada natureza humana, atender às necessidades inerentes a multiplicidade de criaturas no seu modus vivendi. As pessoas podem tornar-se aquilo que imaginam ser. Quem se julga insignificante só poderá ser insignificante. Quem tem a convicção "Hei de ser um grande personagem" tornar-se-á, realmente, um grande personagem. Mas nada adianta ter essa convicção se levar uma vida ociosa. É preciso esforçar-se, concretamente, para alcançar o objetivo desejado. O ser humano é o mais fraco objeto do mundo, mas é um objeto que pensa. O poder de uma pessoa não reside na sua musculatura, mas na sua inteligência. Os covardes utilizam a força, os fortes usam a sabedoria, os fracos se apegam às desculpas.

Nessas variadas nuances de personalidades, a Psicologia encontra algumas respostas que são capazes de auxiliar as pessoas a operarem mudanças. Contudo, a maior mudança deve nascer no interior de cada um. Se uma pessoa se acomoda, coloca a culpa nos outros por seus fracassos, não há nada que possa fazê-la tomar outra direção, será sempre uma colecionadora de insucessos, por falta de determinação, vontade, perseverança. É responsável pelo próprio fracasso, pois não é capaz de crescer, espiritualmente, para cuidar de seu destino. E, assim, faz da vida um fardo pesado para si e para os outros.

Há para observar, também, em meio a essa multiplicidade de criaturas, que tudo deve ser dosado, nem tanto ao mar nem tanto a terra, isso porque a rigidez é boa na pedra, mas não no ser humano. A ele cabe a firmeza. Também, a fraqueza é um dos maiores defeitos. Aquele que não pensa - ou não tenta pensar - não é digno de ser chamado de ser humano. É preciso olhar o mundo com os olhos da verdade e procurar conviver nele em harmonia consigo e com os outros. Se alguns ganham, outros perdem. Se muitos são poderosos, há uma multidão fraca na força, na determinação, no caráter, na vontade de vencer. Também há poderosos fracos no caráter, mas isso merece outra discussão.

A sociedade considera, basicamente, o vencer na vida em acumular bens materiais e ostentar poder. É vencedor aquela pessoa que possui carro do ano, veste-se com griffes e frequenta os locais badalados. Vencer na vida não consiste, apenas, em amealhar dinheiro ou exibir fortunas, mas antes prover o espírito dos valores eternos da verdade. Sem dúvida muitos vão troçar, outros zombar, mas a verdade não se modificará.

Vencer na vida todos nós queremos e podemos, mas é preciso entender a realidade da vida, que não consiste somente no viver, mas também no existir e no transcender. Nosso anseio de transcendência, maioria das vezes, é apenas horizontal, voltado tão somente para a conquista de prestígio social, dinheiro e poder temporal. É preciso olhar o interior da alma, porque é na paz do espírito que o ser humano repousa para a felicidade.

Não se deseja, com essas palavras, condenar a ambição ou a riqueza, pois o condenável é a forma de enriquecer, a forma de querer vencer. E a forma que assistimos, hoje, é à custa da mentira, da perfídia, da trapaça e da corrupção de valores morais. Assim, vemos delegados, juízes, empresários, e pessoas de todos os níveis sociais envolvidas e acusadas por crimes. A própria televisão demonstra esses fatos a todo instante, em cada dia. O fato é que a sociedade está submersa na dissimulação, com o objetivo claro de levar vantagens, transgredindo as normas. O guarda dá um jeitinho de cancelar a multa, o fiscal não embarga a obra, o juiz vende a sentença e o tráfico de influência se alastra.

Isso é vencer na vida? Vencer na vida, em primeiro lugar, é saber por que estamos vivendo. É saber qual a função de cada um na sociedade. Vencer na vida é ter consciência que Deus não nos reúne para o egoísmo ou a indiferença, mas para o serviço salutar de uns pelos outros. É preciso conviver em harmonia, respeitando o espaço dos outros. Vencer na vida é prepara-se para mudanças, no sentido de ser feliz no caminho do bem.

Acredita-se, ainda, que o modo de vencer na vida liga-se à personalidade. E essa personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. A formação da personalidade, de formação do caráter, acontece num contínuo de crescimento e desenvolvimento. Não existe uma idade mínima nem máxima, embora alguns estudiosos assegurem que por volta dos seis anos a base de desenvolvimento da personalidade do indivíduo já estará sedimentada.

Acredita-se, também, que a personalidade está afeita á autoestima. A autoestima, como parte valorativa do conhecimento de si mesmo, ou seja, o juízo que se faz sobre si mesmo, pode ser concebida como a atitude de uma pessoa sobre si mesma e assim também uma característica da personalidade. Nesse particular, acredita-se, está o modus vivendi das pessoas, para serem vencedoras ou perdedoras, na construção de uma forma feliz ou infeliz de viver.

DICAS DE GRAMÁTICA

COMO FICOU O EMPREGO DO HÍFEM, PROFESSORA?

- Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição. Regra antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento. Como será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, párachoque, paravento.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.