segunda-feira, 25 de março de 2013

Encanto e magia que envolvem o Canadá

 

 

A natureza humana é permeada de sonhos, encantos, paixões. Natural, pois, a minha vocação por outro país. Amo o Brasil e adoro o Canadá. Aqui vi, de perto, um dos lugares mais lindos do mundo: Montreal. O Canadá, todinho, é um encanto. Um país acolhedor, abriga pessoas de todas as raças do mundo. Talvez por isso eu me sinta, aqui, em casa. Depois, esta terra é muito próspera, segura, terna, morna no carinho das pessoas.

A palavra Canadá deriva de “k'anata”, que significa “pequena povoação” ou “a vila” no idioma indígena – provavelmente o algonquino. O Canadá é o segundo maior país do mundo em área territorial, ficando atrás apenas da Rússia.

A América do Norte é formada por três países: México, Estados Unidos e Canadá. O detalhe é que o Canadá ocupa 41% dessa parte do continente americano, ou seja praticamente a metade da América do Norte. A fronteira do Canadá com os Estados Unidos é a mais longa fronteira terrestre do mundo. O Canadá é o país que possui o maior número de lagos de água doce do planeta. São milhares de lagos, em todo o território. Só para se ter uma ideia, a província de Ontário possui nada mais nada menos do que 25.000 lagos.

O país tem dois climas: temperado e ártico. Os invernos costumam ser bastante frios, com nevascas e temperaturas abaixo de zero. Em Toronto, a temperatura pode chegar a 40ºC no verão e a -33ºC no inverno, uma diferença de mais de 70ºC. O país integra o G8, grupo dos países mais ricos do mundo. Possui uma monarquia constitucional com sistema parlamentarista. Ou seja, a chefia do Estado é exercida por um monarca e a do governo por um primeiro-ministro. O Canadá possui dois idiomas oficiais, o inglês e o francês. Cada província tem o direito de definir o seu idioma oficial. O francês é falado majoritariamente em Quebec, enquanto Nova Brunswick é bilíngue. As demais províncias falam principalmente o inglês. Como país é bilíngue, qualquer produto à venda nos supermercados e lojas de conveniência possui informações nas duas línguas.

O país também possui dois hinos oficiais: o hino nacional (O Canadá) e o hino real (God Save the Queen). Agora a pergunta: se o Canadá é uma monarquia constitucional e tem o hino God Save the Queen como oficial, quem é o monarca? Resposta: a Rainha Elizabeth II, do Reino Unido.

As províncias do Canadá são Yukon, Nortwest Territories, Nunavut, Manitoba, Colúmbia Britânica, Alberta, Sakatchewan, Manitoba, Ontario, Quebec, Nova Brunswick, Labrador e Nova Escócia.Por volta de 60% da população canadense vive na região dos Grandes Lagos e do Vale do Rio São Lourenço, no Leste do país. As cidades mais populosas: Toronto, Montreal, Vancouver, Ottawa, Calgary, Edmonton, Quebec, Winnipeg, Hamilton e London. A região metropolina de Toronto, na província de Ontário, possui mais de 5 milhões de habitantes.

A maior parte da população canadense é cristã, sendo metade católica e metade protestante. Quase 20% da população nasceu no estrangeiro, o que faz do Canadá um dos países com maior percentual de imigrantes do mundo. O país possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano. Vancouver é a cidade 3º com melhor padrão de vida, eleita também a “cidade mais habitável” do planeta. O Canadá é um dos países que tem o maior número de automóveis por pessoa, praticamente um carro para cada duas pessoas.

Chamada de Maple Leaf Flag, a bandeira do Canadá possui duas barras verticais vermelhas representando os oceanos Pacífico e Atlântico e uma folha de bordo no centro, representando o país. O bordo é uma árvore típica do Hemisfério Norte, encontrada na Ásia, Europa e América do Norte. A folha do bordo muda de cor ou cai conforme a estação do ano. Da seiva da árvore é extraído o xarope de bordo (maple syrup), muito consumido no Canadá e Estados Unidos com sorvetes, rabanadas, torradas e panquecas.

Montreal, na província de Quebec, é uma cidade quase que totalmente ligada por túneis. Essa bela cidade possui a mais extensa rede de túneis do mundo. É possível ir ao shopping, ao escritório ou escola sem sair ao ar livre. O motivo está nos invernos com temperaturas normalmente abaixo de zero. Muito frio, muita neve.

Estima-se que 500.000 pessoas circulem todos os dias pelos túneis de Montreal. É uma delícia andar pela cidade, tudo é acolhedor, agradável. As mulheres representam 45% da mão de obra canadense. Elas ocupam quase todas as posições, de motorista de caminhão a presidente de empresa, de pedreira a advogada. Sinal de que no Canadá, a igualdade entre os sexos é levada a sério.

Não existe uma cozinha típica, ou muito menos pratos nacionais canadenses. A cozinha varia de região para região. Mas pode-se dizer que boa parte da população aprecia maple syrup, rosquinha, arroz selvagem, peixes (principalmente o salmão) e frutos do mar.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Canadá oferece um dos mais altos padrões de qualidade de vida no mundo. Vancouver é considerada a melhor cidade do Canadá para se viver e a 3a. melhor do mundo. O Canadá tem um dos maiores índices de instrução universitária do mundo. Os custos de educação e vida para estudantes estrangeiros no Canadá estão entre os mais baixos. O Canadá é um país multicultural. Em razão de sua diversidade étnica, você se sentirá à vontade no Canadá.

É um país que incentiva a diversidade cultural de sua população. O país conta com redes de TV especializadas em diversidade cultural para quase todos os grupos étnicos existentes no país. É o segundo maior país do mundo, com 9.971,000 quilômetros quadrados de área. Com apenas 3 pessoa por quilômetro quadrado, o Canadá tem a quarta menor densidade demográfica do mundo. É o oitavo maior país comerciante do mundo. É terra de diversas invenções, incluindo basquete, lâmpada elétrica, microscópio de elétrons, televisão, telefone, zíper e outros.

Entre todos os países produtores de gás natural, cobre, zinco, alumínio e ouro, o Canadá está entre os cinco maiores. O Canadá é o quinto maior produtor de energia do mundo.

Os canadenses gostam de esportes principalmente dos esportes de inverno. A paixão nacional é o Hockey no gelo seguido do baseball, basquete e do futebol (estilo futebol americano).

O Canadá é um país privilegiado de extensão territorial e de terras férteis. Ademais, o país conta com uma excelente rede de transportes, o que facilita a comunicação entre todas as províncias, bem como o desenvolvimento do turismo e do comércio nacional.

Somado a esse conjunto de beleza natural, desenvolvimento tecnológico, qualidade de vida, 32% dos canadenses são muito felizes e, 55% são felizes. Ou seja, apenas 13% da população não se considera feliz. Isso não é nada quando se compara esse índice ao de outros países. Por tudo isso eu adoro o Canadá e desejo passar grande parte da minha vida aqui. Tenho sintonia, intimidade com o lugar. Sinto existir um passado espiritual que me liga a esta bela terra onde integro os 55% das pessoas felizes.

terça-feira, 5 de março de 2013

À PROCURA DA FELICIDADE

 

 

A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade. É ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar sonhos, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. A busca da felicidade nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar sempre por elas. Porém, a cada uma dessas vitórias surge uma nova necessidade. Assim, muitas vezes, o ser humano caminha numa busca incessante, num círculo, numa eterna procura que pode conduzir à solidão.

É fato que todas as pessoas desejam ser felizes. Agora são poucas aquelas que procuram motivos e se esforçam para alcançar a felicidade. Pouca gente percebe que a felicidade está na medida de harmonia que o ser humano pode manifestar a si mesmo, aos outros e ao ambiente no qual vive. Muitas pessoas fazem diversos cursos, leem livros de autoajuda ou esotéricos e não se dão conta de que a procura da felicidade é, antes de tudo, uma jornada ao mundo interior, ao encontro consigo. Não é dinheiro ou prazer, antes uma viagem ao mundo interior na descoberta da própria alma, do encontro do “eu”.

Estudar é bom, traz maiores conhecimentos, mas não é suficiente para trazer a felicidade. Quando alguém se propõe a exercitar uma profissão é preciso aprender e colocar em prática o que foi ensinado pela vida. Enquanto não se utilizam as ferramentas transmitidas pela vida, apreendidas pelo amor ou pela dor, a pessoa vai continuar a rodar em círculos, tentando encontrar a felicidade fora do seu eu, reclamando da vida, culpando os outros, o mundo, quando a culpa é pessoal. É preciso olhar o espelho da alma e descortinar a verdade lá escondida

E, nessa direção, há tanta gente fazendo um esforço grandioso para demonstrar felicidade aos outros e sofrendo por dentro uma dor de ansiedade, de busca acelerada, de perda, de fingimento, até mesmo de conformismo. Para essas pessoas, na verdade, a felicidade está se tornando um peso, uma fonte terrível de desculpas: foi isso, foi aquilo, foi ele, foi ela etc. Por isso, a busca pela felicidade deixa tanta gente estressada, insatisfeita, triste, infeliz, mal-humorada. E o pior, faz tantos mentirosos!

Curioso notar é que sendo a felicidade o sonho humano mais acalentado, o assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Somente na última década um número cada vez maior deles -- alguns influenciados pelas ideias de religiosos e filósofos -- tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. A ideia é finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual é a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa em cada pessoa.

O psicólogo americano Martin Seligman (2002), da Universidade da Pensilvânia, concluiu que felicidade é, na verdade, a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado. O prazer é aquela sensação que costuma tomar nossos corpos quando dançamos ao embalo de uma boa música, ouvimos uma piada engraçada, conversamos com um bom amigo, namoramos, comemos chocolate etc. Um jeito fácil de reconhecer se alguém está tendo prazer é procurar em seu rosto um sorriso e um olhar brilhante. Já engajamento é a profundidade de envolvimento entre a pessoa e a vida. Uma pessoa engajada está absorvida pelo que faz, participa ativamente da vida e dá sentido ao que faz. E, finalmente, significado é a sensação de que a nossa vida faz parte de algo maior, um mundo complexo e grandioso que é preciso compreender e conviver bem com ele.

Pelas leituras empreendidas, compreende-se que a vantagem da ciência em concentrar a felicidade em três aspectos é facilitar os objetivos do viver humano. Há pessoas que buscam somente o prazer, outras o engajamento, e outras o significado ou sentido da vida. Juntar as três coisas é fundamental para encontrar a resposta do que seja a felicidade e sentir, plenamente, o sentido do viver. A vida é um bem único para cada ser, não há reprise. Assim, é lamentável desperdiçar a vida pelo apego às palavras que só atrapalham, como dizia Clarice Lispector.

Retomando aos pilares da felicidade, diz o cientista Martin Seligman (2001) que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contemporâneas é concentrar a busca da felicidade em apenas um dos três pilares, esquecendo os outros. E, geralmente, as pessoas escolhem o mais fraco pilar: o prazer. Depois que o encontram vem o vazio, o frio, o abandono, a ansiedade, a tristeza, a melancolia, o desengano, a pouca fé, o esmorecimento, a perda de coragem para lutar, seguir adiante. Vem a fragilidade que conduz à acomodação de seguir um dia após o outro, sem nada fazer por si, desejando que alguém lhe faça tudo, que Deus opere o milagre.

Mihaly Csikszentmihalyi (2002), pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estuda um fenômeno cerebral chamado "fluxo", que ocorre quando o engajamento numa atividade torna-se tão intenso que dá aquela sensação boa de estar completamente absorto, a ponto de a pessoa esquecer-se do mundo, perder a noção do tempo. Ou seja, é um estado de alegria quase perfeita. Isso é bom, é felicidade.

O pesquisador americano Richard Davidson (a felicidade está de volta, 2000), da Universidade de Wisconsin, observou, em laboratório, que as pessoas em estado de fluxo ativam uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal esquerdo, o que pode ter uma série de efeitos no organismo, inclusive um melhor funcionamento do sistema imunológico. Ao longo de um estudo realizado na Holanda, pessoas que entraram em fluxo tiveram seu risco de morte reduzido em 50%, por reagirem melhor a doenças.

Quanto ao terceiro pilar da felicidade, o significado, o jeito tradicional de conquistá-lo é, segundo estudiosos, via religião. Há milênios, a humanidade encontra alento na crença de que cada ser humano faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que pessoas religiosas consideram-se, na média, mais felizes que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam-se menos. A crença de que Deus observa seus filhos, nas palavras do psicólogo e estudioso da religião Michael McCullough (1996), da Universidade de Miami, é um conforto, uma garantia de que, no final, as injustiças serão corrigidas e todos os esforços reconhecidos.

Para concluir, por agora, há uma regra da qual especialista nenhum discorda: ter amigos (e nem precisam ser muitos) ajuda a ser feliz. Amigos contam pontos nos três critérios: trazem, ao mesmo tempo, prazer, engajamento e significado para nossas vidas. E amigos podem ser os filhos, a esposa, o esposo, os familiares e aqueles que entraram no coração por ganhar nosso respeito, nossa confiança, nosso carinho, nosso amor. Por isso verdadeira a frase: um amigo é alguém que sabe a canção do nosso coração e pode cantá-la quando nós tivermos esquecido a letra.

DICAS DE GRAMÁTICA

QUEBROU O ÓCULOS ou QUEBROU OS ÓSCULOS?

- Quebrou os óculos, concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

VENDEU UM GRAMA DE OURO ou VENDEU UMA GRAMA DE OURO?

- Vendeu um grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, a grama (= erva, capim) etc.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.